Mais um acontecimento triste e lamentável, ATENTADO CONTRA A LIBERDADE DE EXPRESSÃO.
Como de costume, ao chegar no sindicato sempre dou um repassada nos jornais nacionais e internacionais e depois nos blogs regionais. De cara ao abrir o blog do Julio vejo a postagem onde ele nara o atentado sofrido na noite anterior.
Julio é meu advogado e amigo. O conheço à anos, sempre muito dedicado a sua filha, onde luta incansavelmente pela guarda, após uma separação litigiosa.
Julio tem um blog que é muito acessado. Como advogado ele está contratado pela família Mainarde para acompanhar o desfecho do duplo homicídio ocorrido aqui no cipó no começo do ano, também atua em diversos casos onde contraria muita gente poderosa e recentemente uma conversa sua no watzap foi vazada de forma não autorizada, o que gerou um reboliço em Santiago, visto, supostamente detalhar a promiscuidade nos bastidores do poder da maior cidade da região.
Foto; facebook Julio Prates.
A gravação envolve várias figuras e o atentado pode estar relacionado com isso, de certo temos que aguardar a investigação da autoridade policial, existe muita gente interessada em fazer mal ao amigo Julio, qualquer conclusão nesse momento é precipitada.
Quero manisfestar publicamente meu repudio e espero uma resposta das autoridades policiais e a identificação dos meliantes. Como operador do direito espero uma manifestação da OAB local sobre o ocorrido e amigo Julio, não lhe calarão com certeza. Conte comigo sempre.
A gravação de uma conversa íntima revelada de forma não autorizada está dando o que falar em Santiago.
Parece que a terra dos Poetas virou cenário do drama de Maria Adelaide Amaral e Valter negrão.
O enredo é revelador, e conta nos mínimos detalhes a promiscuidade do submundo do poder político da maior cidade da região. Se é verdade não sei. Veremos nos próximos capítulos.
Jornal colocou na internet foto de protesto da CUT junto à matéria que cita negociações entre outras Centrais e o governo na tentativa de iludir leitor
DOMINGO, 26/03/2017
O jornal Folha de S. Paulo afirma, em sua principal manchete de capa de sábado (2503): “Por mais verba, centrais podem apoiar Temer em reformas”. O presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Vagner Freitas, reagiu com indignação e afirmou nas redes sociais que o jornal “induz o leitor a erro”. Ele assegurou, enfaticamente: – “A CUT não está negociando com o governo ilegítimo e golpista de Temer a volta de qualquer tipo de imposto em troca do fim da aposentadoria e da CLT”.
O truque da matéria da Folha é que faz parecer ao leitor que ela trata de todas as Centrais Sindicais. Mas isso é falso. Na verdade, a matéria é um exemplo de “jornalismo-panfleto”. Apesar de ser assinada por dois repórteres, um de São Paulo e outro de Brasília, ela identifica uma única fonte: o secretário geral da Força Sindical.
Com base exclusivamente nesse sindicalista, o jornal afirma: “Centrais sindicais ofereceram ao presidente Michel Temer a abertura de negociações para apoiar as reformas da Previdência e trabalhista em troca de ajuda do governo para retomar a cobrança da contribuição assistencial —taxa paga por trabalhadores para financiar a atividade dos Sindicatos”.
Para afirmar essa distorção, o jornal finge não existir a CUT, a maior de todas as Centrais. Por isso a resposta de Vagner Freitas: “A CUT não negocia direitos conquistados com muita mobilização, luta, enfrentamentos com a polícia política dos governantes antidemocráticos por nenhuma negociata feita em gabinetes”.
Além disso, o jornal, negando regras básicas de jornalismo, afirma: “A Força diz ter o apoio da União Geral dos Trabalhadores (UGT), da Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST) e da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB) para as negociações. As quatro entidades representam 37% dos trabalhadores do país”.
Há dois problemas graves nesse trecho: o primeiro é que a Folha diz que UGT, NCST e CSB apoiam a negociata com Temer, mas não ouviu nenhum representante dessas Centrais! O jornal não ouviu o "outro lado" e ignorou até o resto do "mesmo lado". O segundo problema é que a matéria afirma que a Força Sindical mais as outras três Centrais representariam apenas um terço dos Sindicatos. Como então pode fazer uma manchete como se um dirigente da Força estivesse falando em nome de todas as Centrais? A própria matéria prova que isso é uma grande distorção.
Para terminar, uma confusão grave na divulgação da matéria na internet: a Folha juntou ao texto do jornal impresso uma foto dos protestos de 15/3 em que o grande destaque são as bandeiras da CUT. É óbvio que quem só lê a manchete e vê a foto pensa que a CUT está fazendo acertos espúrios com Temer. Após protestos dos leitores contra essa deturpação, o jornal trocou a foto por uma em que se destacam jalecos e bandeiras da Força Sindical. Neste domingo, e edição virtual da Folha traz uma foto do presidente desse central e deputado federal, Paulinho Pereira (SD-SP).
Por Sergio Alli/CUT
Nota de Vagner Freitas, presidente da CUT, nas redes sociais
Leia a seguir a íntegra da resposta de Vagner Freitas à matéria da Folha.
“A CUT não está negociando com o governo ilegítimo e golpista de Temer a volta de qualquer tipo de imposto em troca do fim da aposentadoria e da CLT.
A Folha de S Paulo deste sábado induz o leitor a erro.
Ao afirmar na manchete que "Por volta de contribuição, centrais oferecem oposição menor a reforma", o jornal inclui todas as centrais brasileiras em uma suposta negociação contrária aos interesses da classe trabalhadora.
A leitura da matéria prova a distorção do jornal que, sempre que possível, busca desqualificar a luta da CUT em defesa dos direitos da classe trabalhadora.
A CUT não negocia direitos conquistados com muita mobilização, luta, enfrentamentos com a polícia política dos governantes antidemocráticos por nenhuma negociata feita em gabinetes.
A luta da CUT é em defesa da classe trabalhadora. Colocamos um milhão de pessoas nas ruas contra os desmontes de Temer no último dia 15 e no próximo dia 31 vamos parar o Brasil contra a terceirização, contra o fim da aposentadoria e da CLT”.
A matéria da Folha de S.Paulo
Por volta de contribuição, centrais oferecem oposição menor a reforma
BRUNO BOGHOSSIAN, DE BRASÍLIA / PAULO GAMA, DE SÃO PAULO
25/03/2017 02h00
Centrais sindicais ofereceram ao presidente Michel Temer a abertura de negociações para apoiar as reformas da Previdência e trabalhista em troca de ajuda do governo para retomar a cobrança da contribuição assistencial—taxa paga por trabalhadores para financiar a atividade dos sindicatos.
Dirigentes da Força Sindical, comandada pelo deputado Paulinho da Força (SD-SP), se reuniram na terça (21) com Temer e com o ministro Ronaldo Nogueira (Trabalho) para apresentar a proposta. Os sindicalistas pediram que o presidente edite uma medida provisória ou apoie a aprovação no Congresso de um projeto que regulamente a cobrança da contribuição. Em troca, as centrais aceitariam reduzir suas resistências às propostas de Temer para alterar regras previdenciárias e trabalhistas.
A contribuição assistencial é descontada pelos sindicatos dos trabalhadores da categoria que representam, mesmo dos não filiados. Em fevereiro, o STF proibiu a cobrança da taxa de trabalhadores não sindicalizados. O valor da contribuição é decidido por cada entidade em assembleias e convenções coletivas e usado para financiar as atividades sindicais.
Além dessa taxa, as entidades cobram a contribuição sindical, que é obrigatória e equivale a um dia de trabalho. Centrais, sindicatos, federações e confederações arrecadaram R$ 3,5 bilhões com a contribuição sindical em 2016. Estimam que a taxa assistencial, cobrada à parte, representa até 80% do orçamento de algumas entidades.
A Força diz ter o apoio da União Geral dos Trabalhadores (UGT), da Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST) e da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB) para as negociações. As quatro entidades representam 37% dos trabalhadores do país. "Se não houver a legalização da contribuição, os sindicatos fecham", disse o secretário-geral da Força, João Carlos Gonçalves. Temer deve voltar a discutir o assunto com auxiliares nos próximos dias.
O ministro do Trabalho disse ao presidente que o acordo com as centrais seria um passo importante para reduzir manifestações contra as reformas. A Força convocou protestos e paralisações para 28 de abril, mas indicou ao Planalto que está disposta a suspender os atos caso haja acordo. Auxiliares de Temer tratam a aproximação com cautela. Acreditam que o apoio das centrais aos dois projetos é inalcançável e que, ao ajudar na retomada da cobrança da taxa assistencial, o Planalto ajudaria a financiar opositores das reformas.
Amanhã volto ao trabalho no Sindicato depois de 30 dias de "férias". Férias? Que nada! Trabalhei e muito!
O custo de vida atual nos transformou em escravos do sistema, se você quiser ter um pouquinho de conforto tem que se virar nos trinta. Sou de família muito humilde, nunca tive um bola, uma bicicleta, nem infância.
Desde cedo, muito cedo ajudava meus pais cuidando do meu irmão mais novo, tratando animais, lavrando com bois, todo o serviço da roça. Fiz o ensino médio já adulto em Santiago, fiquei seis anos no Exercito Brasileiro, lá aprendi muito, lá fui moldado, autocontrole, disciplina.
Minha vida sempre foi muito dura, chequei no Cipó e fui trabalhar de servente de pedreiro, depois na granja e como servidor municipal. Só pude entrar na faculdade com 38 anos. Tenho três filhos pequenos e a esposa ultimamente com o salário parcelado me obrigou a contribuir mais com as despesas da casa.
Quem vive do próprio esforço, com dignidade e honradez, é do trabalho que tira seu sustento e dos seus, em consequência disso tive que fazer uma escolha, trabalhar mais, fora da jornada normal e que compromete as horas de folga e os finais de semana.
Já fazem oito anos que vivo a rotina, Prefeitura, trabalho em finais de semana, o que comprometeu meu tempo com os filhos principalmente e ainda a faculdade e ultimamente o Sindicato.
Confesso, acho que não sou bom em nada, pois não consigo dar conta de tudo, por isso decidi focar de agora em diante nos meus filhos e na faculdade. Prefeitura vou pedir pra sair logo, logo. Não quero mais, só me faz mal ver as coisas erradas e não poder mudar a realidade.
E aqui estou, domingo, cinco de março, 16:33 escrevendo isso. Nesse último mês folguei apenas na segunda e terça de carnaval. Mas é isso, se correr o bicho pega, se ficar o bicho pega também. Quero dar aos meus filhos a oportunidade que não tive, o conforto que não tive e a atenção que não tive.
O agricultor Atílio Marques da Rosa, de 76 anos, andava de moto quando sentiu uma forte tontura e caiu na frente de casa em Braga, uma cidadezinha de menos de 4 mil habitantes no interior do Rio Grande do Sul.
Oncologista Fábio Franke vê relação direta entre agrotóxicos e câncer
Foto: Diogo Zanatta/BBC Brasil
"A tontura reapareceu depois, e os exames mostraram o câncer", conta o filho Osmar Marques da Rosa, de 55 anos, que também é agricultor.
Seu Atílio foi diagnosticado há um ano com um tumor na cabeça, localizado entre o cérebro e os olhos. Por causa da doença, já não trabalha em sua pequena propriedade, na qual produzia milho e mandioca.
Para ele, o câncer tem origem: o contato com agrotóxicos, produtos químicos usados para matar insetos ou plantas dos quais o Brasil é líder mundial em consumo desde 2009.
"Meu pai acusa muito esse negócio de veneno. Ele nunca usou, mas as fazendas vizinhas sempre pulverizavam a soja com avião e tudo", diz Osmar.
O noroeste gaúcho, onde seu Atílio mora, é campeão nacional no uso de agrotóxicos, segundo um mapa do Laboratório de Geografia Agrária da USP, elaborado a partir de dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Para especialistas que lidam com o problema localmente, não há dúvidas sobre a relação entre o veneno e a doença.
"Diversos estudos apontam a relação do uso de agrotóxicos com o câncer", diz o oncologista Fábio Franke, coordenador do Centro de Alta Complexidade em Oncologia (Cacon) do Hospital de Caridade de Ijuí, que atende 120 municípios da região.
Um dos principais problemas é que boa parte dos trabalhadores não segue as instruções técnicas para o manejo das substâncias.
"Nós sempre perguntamos se usam proteção, se usam equipamento. Mas atendemos principalmente pessoas carentes. Da renda deles não sobra para comprar máscaras, luvas, óculos. Eles ficam expostos", diz Emília Barcelos Nascimento, voluntária da Liga Feminina de Combate ao Câncer de Ijuí.
Anderson Scheifler, assistente social da Associação de Apoio a Pessoas com Câncer da cidade (Aapecan), corrobora: "Temos como relato de vida dessas pessoas um histórico de utilização excessiva de defensivos agrícolas e, na maioria das vezes, sem uso de proteção".
'Alarmante epidemia'
Um estudo realizado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) comparou o número de mortes por câncer da microrregião de Ijuí com as registradas no Estado e no país entre 1979 e 2003 e constatou que a taxa de mortalidade local supera tanto a gaúcha, que já é alta, como a nacional.
De acordo com o Inca (Instituto Nacional de Câncer), o Rio Grande do Sul é o Estado com a maior taxa de mortalidade pela doença. Em 2013, foram 186,11 homens e 140,54 mulheres mortos para cada grupo de 100 mil habitantes de cada sexo.
O índice é bem superior ao registrado pelos segundos colocados, Paraná (137,60 homens) e Rio de Janeiro (118,89 mulheres).
O Estado também é líder na estimativa de novos casos de câncer neste ano, também elaborada pelo Inca - 588,45 homens e 451,89 mulheres para cada 100 mil pessoas de cada sexo.
Em 2014, 17,5 mil pessoas morreram de câncer em terras gaúchas - no país todo, foram 195 mil óbitos.
Especialistas ligam uso de agrotóxicos à alta incidência de câncer no RS
Foto: Diogo Zanatta/BBC Brasil
Anualmente, cerca de 3,6 mil novos pacientes são atendidos na unidade coordenada por Franke. Se incluídos os antigos, são 23 mil atendimentos. Destes, 22 mil são bancados pelo SUS (Sistema Único de Saúde) - os cofres públicos desembolsam cerca de R$ 12 milhões por ano para os tratamentos.
Segundo o oncologista, a maioria dos doentes vem da área rural - mas o problema pode ser ainda maior, já que os malefícios dos agrotóxicos não ocorrem apenas por exposição direta pelo trabalho no campo, mas também via alimentação, contaminação da água e ar.
"Se esses números fossem de pacientes de dengue ou mesmo uma simples gripe, não tenho dúvida de que a situação seria tratada como a mais alarmante epidemia, com decreto de calamidade pública e tudo. Mas é câncer. Há um silêncio estranho em torno dessa realidade", afirma o promotor Nilton Kasctin do Santos, do Ministério Público da cidade de Catuípe.
"Milhares de pessoas estão morrendo de câncer por causa dos agrotóxicos", acrescenta ele, que atua no combate aos produtos.
Procurado pela BBC Brasil, o Sindiveg (Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal), que representa os fabricantes de agrotóxicos, encaminhou o questionamento para a Andef (Associação Nacional de Defesa Vegetal), que responde basicamente pelas mesmas empresas.
Em nota, a Andef afirma que "toda substância química, sintetizada em laboratório ou mesmo aquelas encontradas na natureza, pode ser considerada um agente tóxico" e que os riscos à saúde dependem "das condições de exposição, que incluem: a dose (quantidade de ingestão ou contato), o tempo, a frequência etc.".
O texto afirma ainda que "o setor de defensivos agrícolas apresenta o grau de regulamentação mais rígido do mundo".
Salto no consumo
A comercialização de agrotóxicos aumentou 155% em dez anos no Brasil, apontam os Indicadores de Desenvolvimento Sustentável (IDS), estudo elaborado pelo IBGE no ano passado - entre 2002 e 2012, o uso saltou de 2,7 quilos por hectare para 6,9 quilos por hectare.
O número é preocupante, especialmente porque 64,1% dos venenos aplicados em 2012 foram considerados como perigosos e 27,7% muito perigosos, aponta o IBGE.
O Inca é um dos órgãos que se posicionam oficialmente "contra as atuais práticas de uso de agrotóxicos no Brasil" e "ressalta seus riscos à saúde, em especial nas causas do câncer".
Como solução, recomenda o fim da pulverização aérea dos venenos, o fim da isenção fiscal para a comercialização dos produtos e o incentivo à agricultura orgânica, que não usa agrotóxico para o cultivo de alimentos.
Márcia Sarpa Campos Mello, pesquisadora do instituto e uma das autoras do "Dossiê Abrasco - Os impactos dos Agrotóxicos na Saúde", ressalta que o agrotóxico mais usado no Brasil é o glifosato - vendido com o nome de Roundup e fabricado pela Monsanto.
Segundo ela, o glifosato está relacionado aos cânceres de mama e próstata, além de linfoma e outras mutações genéticas.
"A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que 80% dos casos de câncer são atribuídos à exposição de agentes químicos. Se os agrotóxicos também são esses agentes, o que já está comprovado, temos que diminuir ou banir completamente esses produtos", defende.
A Monsanto, entretanto, rechaça a opinião. Procurada pela BBC Brasil, a empresa afirma que o registro do glifosato na União Europeia foi renovado por 18 meses, em junho.
A renovação, porém, não passou sem polêmica. A intenção inicial era que a renovação fosse por 15 anos. França, Itália, Suécia e Países Baixos foram contra. Um dos motivos é a recente classificação da Agency for Research on Cancer (IARC), parte da Organização Mundial da Saúde, que classificou o glifosato como "provavelmente cancerígeno para humanos".
Procurada, a Monsanto afirma que "todos os usos de produtos registrados à base de glifosato são seguros para a saúde e o meio ambiente, o que é comprovado por um dos maiores bancos de dados científicos já compilados sobre um produto agrícola".
Três vezes mais
Segundo a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), o brasileiro consome até 12 litros de agrotóxico por ano.
A bióloga Francesca Werner Ferreira, da Aipan (Associação Ijuiense de Proteção ao Ambiente Natural) e professora da Unijuí (Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul), alerta que a situação é ainda pior no noroeste gaúcho, onde o volume consumido pode ser três vezes maior.
Ela conta que produtores da região têm abusado das substâncias para secar culturas fora de época da colheita e, assim, aumentar a produção. É o caso do trigo, que recebe doses extras de glifosato, 2,4-D, um dos componentes do "agente laranja", usado como arma química durante a Guerra do Vietnã, e paraquat.
A agricultura é uma das atividades mais importantes para a economia do noroeste gaúcho
Foto: Diogo Zanatta/BBC Brasil
Segundo o promotor Nilton Kasctin do Santos, este último causa necrose nos rins e morte das células do pulmão, que terminam em asfixia sem que haja a possibilidade de aplicação de oxigênio, pois isso potencializaria os efeitos da substância.
"Nada disso é invenção de palpiteiro, de ambientalista de esquerda ou de algum cientista maluco que nunca tomou sol. Também não é invenção de algum inimigo do agronegócio. Sabe quem diz tudo isso sobre o paraquat? O próprio fabricante. Está na bula, no rótulo", alerta o promotor.
No último ano, 52 pessoas morreram por intoxicação por paraquat em terras gaúchas, segundo o Centro de Informação Toxicológica do Estado.
No Brasil, 1.186 mortes foram causadas por intoxicação por agrotóxico de 2007 a 2014, segundo a coordenadora do Laboratório de Geografia Agrária da USP, Larissa Bombardi.
A estimativa é que para cada registro de intoxicação existam outros 50 casos não notificados, afirma ela. A pesquisa da professora aponta ainda que 300 bebês de zero a um ano de idade sofreram intoxicação no mesmo período.
A Syngenta, fabricante do paraquat, não se manifestou sobre os casos de intoxicação e afirmou endossar o posicionamento da Andef.
Depois de quatro anos e
perder uma eleição onde foi favorito, toma posse amanhã às 17:00 horas na
Câmara Municipal de Vereadores o Prefeito Froner e seu Vice Jaques Freitas
Garcia.
Passado uma disputa acirrada onde venceu o candidato da situação Serafim Rosado por
apenas 34 votos, Froner e Jaques definiram seu principais assessores e
Secretários. Um grupo técnico com vários servidores de carreira.
Secretaria
da Fazenda: VILSON ADELIO SCHUNKE, servidor de carreira
do município (contador) tendo muita experiência no serviço público, sendo
oriundo do município de São miguel da Missões;
Secretaria
de Administração: Giuliano Andrade Estivalet, servidor
de carreira do município, tendo muita experiência no serviço público, já foi
secretário na adm Serafim;
Secretaria
de saúde: Vera Rigon, servidora de carreira do município, tendo
muita experiência no serviço público;
Secretaria de agricultura: Alcair Dessoe, já ocupou a pasta
no primeiro mandato de Froner, Vereador por quatro legislaturas;
Secretaria de Obras: Será ocupada pelo vice prefeito Jaques
Freitas, já ocupou a pasta outras duas vezes.
Secretaria de Educação: Será ocupada pela Professora da
rede estadual Angela Zucolotto Diedrich, que possui muita experiência em
educação.
Procurador
Jurídico: HELTON
SANTOS DA SILVA, é procurador de carreira do município de São Miguel das
Missões, muito experiente na advocacia pública.
Duas secretarias não serão
ocupadas e a expectativa de economia com o aproveitamento de servidores
ocupando funções chave e da ordem de R$ 40.000,00 mensais, que
diante do cenário de crise que se apresenta será fundamental para melhoria da
qualidade do serviço prestado à população.
O velho choro dos prefeitos do interior é que o Estado não repassa recursos para o transporte escolar dos municípios conveniados. Capão do Cipó ameaçou cancelar a parceria, mas o repasse está logo ali abaixo. Na média são R$ 1.247,33 por aluno no ano de 2016, totalizando em 2016 quase R$ 340 mil reais.
Quadro demonstrativo das previsões de repasses para o ano de 2016.