segunda-feira, 4 de setembro de 2017

MONSANTO E A BRIGA COM A OMS (ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE).

No cartaz está escrito: Monsanto. É uma das maiores empresas de produção dos alimentos trasgênicos.

Para especialista, Monsanto não conseguirá provar sua inocência na morte de muitas pessoas

© Sputnik/ Kaveh Rostamkhani
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Monsanto, a empresa norte-americana que produz herbicida Roundup - recordista de vendas no mundo agrícola e supostamente cancerígeno - está lutando com a Organização Mundial da Saúde (OMS) pela sua reputação e pela possibilidade de não ser responsabilizada pelos danos que seus produtos já causaram.
Alexis Baden-Mayer, chefe política da Associação dos Consumidores Orgânicos, falou com a Sputnik Internacional se manifestando extremamente contra a atividade da Monsanto.
"O glifosato é o ingrediente principal do herbicida Roundup. Milhares de pessoas que trabalhavam com Roundup adoeceram com câncer. Mas esta substância também foi encontrada em quantidades perigosas na comida, em pequenas quantidades ela é capaz de perturbar o funcionamento da digestão e o sistema imunitário", advertiu Baden-Mayer.
Segundo ela, a Monsanto não tem chances de superar a decisão da OMS que o Roundup é uma substância cancerígena, pois, infelizmente, os casos de contaminação falam por si próprios. O que agora a Monsanto tenta fazer é apresentar relatórios falsos que visem destruir a reputação dos cientistas honestos.
De acordo com Baden-Mayer, o grupo de especialistas da OMS já estudou os casos e encontrou a ligação entre doenças e o uso de Roundup, há vários relatórios ainda não publicados que não podem ser usados, mas quando se tornarem públicos, mostrarão novas provas que não são a favor da Monsanto.
"O que aconteceu é horrível. Pessoas estão morrendo por terem sido afetadas pelo Roundup. Mesmo na minha família. Minha avó morreu de câncer e ela usava Roundup no seu jardim de rosas. Muitas pessoas o usam quando trabalham no seu quintal ou jardim", confessou a chefe da associação.
Além de o valor de cada vida ser inestimável, Baden-Mayer espera que a decisão do tribunal sobre indemnizações seja generosa e que a Monsanto seja punida e obrigada a pagar pelo mal que fez.
Stephanie Seneff, pesquisadora superior do Laboratório de Inteligência Artificial no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), outra especialista entrevistada pela Sputnik Internacional, afirmou que as pessoas não se dão conta do perigo que representa o glifosato, que é tóxico para todos seres vivos e especialmente para as pessoas. As doenças que ele causa provocam uma crise da saúde pública.
O que dificulta o processo de obtenção de provas é que as doenças, especialmente o linfoma não-Hodgkin, são difíceis de detectar, pois elas podem aparecer décadas depois.
"O Glifosato é uma molécula-monstro que tem que ser proibida em todo o mundo", afirmou a pesquisadora.

EU TENHO. OS OUTRO NÃO PODEM TER!?


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Em meados do século XX, uma coisa mudou totalmente o conceito humano da guerra. Foi a bomba atômica que, uma vez criada pelos construtores norte-americanos, alastrou seu tenebroso perigo por todo o mundo. A Sputnik explica por que hoje em dia as armas nucleares representam uma pedra angular da política internacional.
A maioria dos países-párias, ou seja, daqueles que têm sido submetidos ao regime rígido de sanções nas últimas décadas, tiveram algo a ver com as armas nucleares. O "clube de elite" que inicialmente ganhou o inédito privilégio de possuir seu próprio arsenal de ogivas está cada vez mais irritado com o fato de outros países tentarem usurpar esta vantagem. Para entender do que é que consiste a atual "corrida" nuclear em vários níveis, basta recordar a história.
Surgimento do armamento mais mortífero na história
Os primeiros descobrimentos ligados às substâncias atômicas, que em consequência possibilitaram a criação e teste bem-sucedido da primeira bomba nuclear, remontam aos fins do século XIX. Porém, a vida das armas nucleares em pleno funcionamento começou apenas em 1945, vários anos antes do início da Guerra Fria.
Neste sentido, os pioneiros foram os americanos, e eles também foram os únicos na história a usarem o potencial nuclear não só para efetuar ensaios, mas para efetuar um verdadeiro ataque bélico contra a população civil. Deste modo, em agosto de 1945, os americanos lançaram duas bombas (com um tom de "humor negro", uma delas se chamou "Bebé") contra as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki. No total, morreram entre 150 e 220 mil pessoas.
O ato foi justificado pelo comando estadunidense como uma medida para acelerar a capitulação japonesa na Segunda Guerra Mundial, porém, a racionalidade de tais medidas ainda hoje gera repercussões inflamadas.
Evidentemente, no contexto de uma confrontação áspera entre as duas superpotências que saíram vencedoras do maior conflito militar na história humana, a URSS não podia se dar ao luxo de descartar projetos similares para contrabalançar o "trunfo" que Washington, de súbito, ganhou. Como resultado, os construtores soviéticos concretizaram a iniciativa, tornando o país na segunda potência nuclear já em 1949.
Porém, estes dois acabaram por não ser os únicos donos de uma força tão destruidora e capaz de conter o inimigo. Durante os anos seguintes, o Reino Unido, a França e a China também realizaram testes bem-sucedidos dos seus análogos da inovadora arma exterminadora. Estes cinco países, no final, formaram o "clube nuclear" oficial que continua existindo até hoje.
Quando o 'jogo' se torna perigoso demais
Se os três últimos países obtiveram seu potencial nuclear, de fato, para não ficarem "atrasados" em relação aos outros e nunca chegaram a desenvolvê-lo em larga escala, os EUA e a URSS, a partir da década de 50, se lançaram em uma acirrada corrida armamentista. Claro que as armas nucleares desempenharam um papel indispensável nesta aventura tenaz de "igualar e ultrapassar".
Vale ressaltar que, nessa corrida, as autoridades soviéticas cunharam o conceito de "paridade nuclear", enquanto os seus colegas americanos tentaram fazer um enfoque na supremacia das suas forças nuclearas. E houve supremacia, sim, pois os norte-americanos foram os primeiros a se empenharem nesta aventura, porém, já nos meados da década de 1970, a paridade, ou seja, a igualdade dos arsenais, foi alcançada.
No entanto, além das "vertigens de sucesso" que a posse de tal força mortífera garantia, os países logo se deram conta que esta tinha mudado todo o conceito de jogo geopolítico e ação militar. Um exemplo marcante disso foi a Crise do Caribe, ou a Crise de Mísseis de Cuba, quando as duas superpotências nucleares, realmente, estiveram a um passo da catástrofe global, com as ogivas de cada um deles posicionadas contra o outro.
Felizmente, o então líder soviético Khruschev e o presidente estadunidense Kennedy conseguiram chegar a um consenso e impedir o pesadelo mais temível de todo o mundo. Porém, com este incidente chegou o entendimento de que as armas nucleares levaram a uma ordem mundial completamente nova, que carecia de legislação e regulação adequadas.
Neste novo contexto, as ferramentas habituais de pressão e provocação já não serviam, pois apenas um ataque significava um ataque recíproco, e, consequentemente, a eliminação (parcial ou completa) de ambos os lados.
Foi por este motivo que a segunda metade dos anos 60 e toda a década seguinte foram marcadas pela chamada "détente", palavra francesa que incluía, particularmente, a dissuasão nuclear, ou seja, pelo menos a suspensão do alastramento dos respectivos armamentos e, num cenário otimista, sua redução.
Embora a motivação de tal movimento em geopolítica pareça bem razoável, até hoje há bastantes críticos da iniciativa. Na opinião deles, o desarmamento nuclear pode neutralizar o valioso efeito de "contenção" que ajuda a evitar um conflito bélico global.
Aqueles que 'chegam sem serem convidados'
Assim, Washington e Moscou conseguiram assinar toda uma série de acordos que contribuiu para a eliminação de milhares de ogivas e pôs um freio no crescente monstro da eminente guerra nuclear. Entre estes documentos se pode enumerar o Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário, conhecido como Tratado INF (cuja concretização, a propósito, continua provocando o descontentamento de ambas as partes), o SALT-I e o SALT-II sobre limites de armas estratégicas, ou seja, as armas que garantem o transporte de cargas nucleares.
No entanto, o maior e o mais importante acordo que abrangeu, não só os dois gigantes da época, mas também os outros Estados possuidores de arsenais atômicos, foi celebrado ainda em 1968 — o Tratado de não proliferação de armas nucleares. Foi precisamente este documento que assegurou, e continua assegurando até hoje, o direito dos cinco países do clube a possuírem armas nucleares. A partir deste momento, todo o país que se atrevesse a desenvolver este tipo de armamentos enfrentou toda a fúria da comunidade internacional, em primeiro lugar da ONU.
Entre esses países figura, por exemplo, a Índia, que nos fins do século passado foi reconhecida como uma potência nuclear não oficial. Mas para que um país que nunca se mostrou verdadeiramente militarizado precisaria de tal tipo de armamentos? A resposta é simples: a criação da bomba atômica suscitou uma espécie de efeito de dominó e, consequentemente, os Estados da mesma região das potências atômicas se sentiam ameaçados por esta evidente distorção do equilíbrio de forças. Nova Deli, por sua vez, temia o domínio crescente da China nuclear na Ásia e também visava obter um "porrete" contra o seu ex-território muçulmano e rebelde, o Paquistão. Os testes foram conduzidos clandestinamente já em 1974.
Evidentemente, os paquistaneses não tinham mais nada a fazer senão criar a mesma arma para se defenderem da "possível agressão", lembrando a cisão forçada da sua parte oriental, o Bangladesh. Porém, as pesquisas e o processo de construção lhe levaram muito mais tempo, e o país passou a ser nuclear apenas em 1998. Hoje em dia, embora Islamabad afirme que adere à doutrina de "não atacar primeiro", muitos especialistas estão preocupados com o crescimento do seu arsenal atômico que já não parece existir apenas para "dissuadir" os inimigos.
Um dos países que, literalmente, ficou pária e objeto de inúmeras sanções por parte da comunidade internacional é o Irã, mesmo que este sempre tenha reiterado o caráter pacífico do seu programa nuclear. Na presidência de Barack Obama, houve inéditos avanços no processo de negociações com o país, que acordou em reduzir seus arsenais e transferir as produções; contudo, com a retórica atual da administração Trump o futuro do "arranjo iraniano" fica mais do que nebuloso.
Entretanto, Israel, por exemplo, apesar de ser suspeito de possuir armas nucleares pelos serviços secretos de numerosos países, nunca se confrontou com tal fúria por parte das estruturas internacionais. Aliás, o país nem aderiu ao histórico Tratado de não proliferação de armas nucleares. Na avaliação de analistas, Tel Aviv pode não somente dispor de um grande potencial nuclear clandestino, mas até possuir a chamada "tríade nuclear", isto é, as forças estratégicas em terra, no mar e no ar que possibilitam o transporte e, particularmente, o próprio lançamento de ogivas.
E, por fim, claro — a maior ameaça à paz no conceito norte-americano de hoje, a Coreia do Norte. Esta já há mais de uma década revelou que estava desenvolvendo uma bomba atômica, seus lançamentos de mísseis desencadeiam histeria por todo o mundo, as edições internacionais não param de falar sobre uma iminente Terceira Guerra Mundial. Mas, pensando com a cabeça fria, a maioria dos especialistas concorda que as armas atômicas, para Pyongyang, são apenas uma ferramenta de contenção e a liderança do país é inteligente demais para não atacar primeiro, tanto mais que, pelas avaliações, o país ainda não possui um verdadeiro míssil intercontinental (mas está muito perto de fazê-lo).
Há tanta sedução para falar, mais uma vez, dos duplos padrões que penetram a geopolítica hoje em dia. Neste âmbito, acontece a mesma coisa: aquilo que os outros desfrutam, é proibido aos outros. Esta ambiguidade das regras do jogo faz com que o mundo se torne cada vez mais vulnerável frente a uma ameaça de guerra global. Talvez, o "clube de elite" deva ceder sua supremacia e tentar construir uma nova ordem que corresponda melhor à realidade de hoje? Uma coisa é certa: há falta de regulação, e esta falta, como se sabe, é algo que gera o caos.

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Sky lake x kabe lake processadores intel.


Kaby Lake: o que você precisa saber sobre os processadores Intel Core de 7ª geração

Os novos chips são versões melhoradas da atual geração. Será que emplacam?

Por 
51 semanas atrás


Os processadores Core de sétima geração chegarão ao mercado até o final do ano. Foi o que a Intel disse em maio. Para quem temia que a promessa não fosse cumprida, eis uma boa notícia: as primeiras unidades dos chips Kaby Lake, como são chamados internamente, já estão sendo enviadas a alguns fabricantes. Mas o que há de interessante nesses novos modelos?

O tick-tock morreu

A família Kaby Lake será a primeira a interromper o ciclo de atualizações “tick-tock” que a Intel adotava há tanto tempo. Funcionava assim: a companhia lançava uma geração de processadores com uma nova tecnologia de miniaturização, representando a fase tick. Na geração seguinte, essa tecnologia de miniaturização era mantida, porém, os chips recebiam uma nova e otimizada arquitetura, caracterizando a fase tock.
Se essa lógica fosse preservada, as unidades Kaby Lake deveriam ter processo de fabricação de 10 nanômetros, pois os processadores Broadwell (tick), lançados em 2014, e os atuais chips Skylake (tock) têm tecnologia de miniaturização de 14 nanômetros. Mas a Intel avisou faz tempo: a sétima geração continuará tendo 14 nanômetros.
Intel tick-tock já era
Ainda que a Intel mantenha discrição sobre o assunto, a mudança no ciclo de atualizações sinaliza para o fim do que conhecemos como Lei de Moore. Se a companhia já havia enfrentado mais dificuldades do que o esperado para dar forma aos chips de 14 nanômetros, imagine quão desafiador está sendo trabalhar nas unidades com 10 nanômetros — elas virão, mas somente na geração seguinte (Cannonlake).

Cada um na sua, mas com alguma coisa em comum

Isso significa que os processadores Kaby Lake serão mesmo parecidos com os chips Skylake que temos hoje? E como significa! Não haverá grandes mudanças na arquitetura, mas uma otimização, tal como prometido.
Desse modo, o socket LGA 1151 da atual geração será mantido nos chips Kaby Lake, assim como o suporte a dois tipos de memória: haverá compatibilidade tanto com módulos DDR4 (pelo menos nas versões com mais poder de fogo) quanto com DDR3 / DDR3L.
É a tal da otimização que fará diferença, portanto. No quesito eficiência energética, por exemplo, a companhia afirma que os chips Kaby Lake terão performance até dez vezes mais elevada que os processadores Core de primeira geração. Nos chips Skylake, a performance consegue ser até oito vezes maior.
Intel Core - eficiência energética
No processamento em si, o desempenho depende de uma série de fatores, você sabe, mas a Intel aponta um ganho de performance que pode chegar a 19% na comparação da sétima com a sexta geração, embora a média deva ficar na casa dos 10%.

4K, foca no 4K

Muito provavelmente, você não irá notar diferença de performance nas aplicações cotidianas (em relação à atual sexta geração), por isso, a Intel faz questão de ressaltar o quão focados em mídia os chips Kaby Lake serão. O suporte ao streaming em 4K será nativo, por exemplo, incluindo aí compatibilidade com transmissões em 360 graus nessa resolução, além de HDR.
Para tanto, os novos chips terão plena compatibilidade com o codec VP9 (do YouTube) e com o HEVC 10-bit, características não existentes nos processadores de sexta geração.
Intel Core - 4K
É como se fosse um esforço para tornar o 4K mais presente. O suporte aos novos codecs deve trazer compressão que viabiliza o streaming até em conexões mais lentas. E o que talvez seja mais importante: não haverá mais exigência de energia para isso, detalhe que é especialmente relevante para quem usa laptops.
Para exemplificar, a Intel afirma que, quando comparado a um PC fabricado há cinco anos (com chip Sandy Bridge), os novos processadores podem codificar vídeo em 360 graus e 4K com HEVC de modo até 8,6 vezes mais rápido.

O que mais?

Além do foco em 4K, a Intel destaca a compatibilidade com as especificações do Thunderbolt 3 (o que implica em suporte ao USB-C) e integração com o Windows Hello, aquele recurso que permite que você faça login no Windows 10 ou em serviços web compatíveis usando autenticação biométrica.
Para a maioria dos consumidores, provavelmente esses recursos não são muito relevantes, mas fazem sentindo se analisarmos a estratégia da Intel. Como a companhia falhou miseravelmente no mercado de smartphones, os chips Kaby Lake carregarão (ainda mais) a missão de marcar presença em uma grande variedade de dispositivos: laptops ultrafinos, Chromebooks (estão vendendo muito nos Estados Unidos), PC gamers, mini-PCs, tablets, aplicações de realidade virtual e por aí vai. Se esse é objetivo, quanto mais compatibilidade, melhor.
Intel Core - sétima geração
Em relação aos games, bom, a arquitetura gráfica é a mesma da geração anterior (Intel Gen9), com a diferença de ter sofrido alguns ajustes. Esse aspecto deve favorecer não só o consumo de conteúdo em 4K, como melhorar a renderização de gráficos nos games. Segundo a Intel, o processamento de gráficos 3D deverá ser até 3,5 vezes mais rápido, embora, novamente, na comparação com um PC de cinco anos.
Outras características incluem Turbo Boost 2.0, Speed Shift, HDMI 2.0, HDCP 2.2, chipset da série 200 (mas deve haver compatibilidade com a série 100) e modelos com TDP de até 95 W.

Quando chega?

A Intel fez hoje (30) um anúncio meramente preliminar dos processadores Kaby Lake, portanto, muitas informações ainda estão faltando. Mas a gente já sabe que a sétima geração de chips Core será lançada em fases — é um costume da empresa.
Os primeiros equipamentos com os novos chips devem ser anunciados já em setembro (possivelmente, veremos alguns deles na IFA, que começa nesta semana). Eles serão equipados com chips Kaby Lake de baixo consumo, voltados para dispositivos portáteis. Processadores com mais desempenho deverão aparecer só no final do ano ou no começo de 2017.
Intel Core Kaby Lake UIntel Core Kaby Lake Y
Se valerá a pena? A não ser que você esteja realmente interessado em extrair o máximo de desempenho em 4K, um chip Core da geração atual continuará sendo… atual. Não é que os avanços da linha Kaby Lake não sejam relevantes. São. Mas não há nada realmente novo.
De todo modo, o que a Intel prometeu foi uma otimização na nova geração e, pelo visto, isso será feito, embora a gente ainda dependa de resultados de testes para termos certeza.
Apesar disso, dá para notar alguma preocupação com a reação do mercado. Achei curioso o quanto a Intel fez questão de comparar as novidades com PCs fabricados há cinco anos. Provavelmente, não é mero acaso: a companhia sabe que não serão muitos os usuários da sexta geração (ou mesmo da quinta) que verão motivos para fazer a troca. Mas os consumidores que têm máquinas mais antigas talvez fiquem mais tentados. Assim, é conveniente dizer nas entrelinhas que este é um bom momento para isso.

Fonte: https://tecnoblog.net/200282/intel-core-setima-geracao-kaby-lake/

domingo, 27 de agosto de 2017

UM DIA SOLDADO, SEMPRE SOLDADO.

FELIZ DIA DO SOLDADO
 Coronel Leri, eu e Gilvan in memoriam.
"Um dia, usei farda, camuflagem, cantil e fuzil
Cavei trincheiras, marchei em ordem unida
Prestei continência, corri em acelerado
Cantei o Hino Nacional, da Bandeira de todas as Armas
Tirei guarda, fiz faxina, puxei pernoites, DORMI UMA NOITE NO XADREZ
Fiz corridinhas mixurucas que não davam nem pra cansar
Aprendi sobre honra, retidão, respeito e confiança
Que armas não geram violência e flores não trazem a paz
E sim a intenção das mãos que as carregam
Aprendi que devemos respeitar pai e mãe
Que a família é a base da educação
Hoje minha farda não é mais verde oliva
Algumas fotos já amareladas pelo tempo
Me acertam o peito e fazem meus olhos jorrarem
Minha garganta sufocada por um nó de saudade
Me lembra que a minha Missão Já foi cumprida
Que minhas batalhas não são mais em trincheiras
Do estampido do fuzil nunca me esqueço
Ainda sinto o solavanco da chapa da soleira em meu peito
As noites na guarda, ainda estão nas lembranças
E os amigos de companhia em meu coração
Não uso camuflagem, nem mato minha sede no cantil
Não presto mais continência, nem faço ordem unida
Mesmo assim, minha alma nunca deixará de ser
De um soldado!!
Desejo a todos os militares da ativa e da reserva os meus PARABÉNS, pela passagem do Dia do Soldado, pois só sabe
o que esta escrito acima, é quem teve a honra de servir a Pátria.
 TEXTO ANÔNIMO

Jornal Folha de São Paulo em reportagem bombástica.

Advogado acusa amigo de Moro de intervir em acordo

Divulgação
Curitiba, O vocalista da banda Skank, Samuel Rosa, agradeceu a presenca do juiz Sergio Moro durante apresentacao do grupo em Curitiba, no sabado (19). Foto: Divulgacao ***DIREITOS RESERVADOS. NÃO PUBLICAR SEM AUTORIZAÇÃO DO DETENTOR DOS DIREITOS AUTORAIS E DE IMAGEM***
O advogado Carlos Zucolotto Jr. (à esq.) com Sergio Moro, o vocalista do Skank, Samuel Rosa, e a mulher de Moro, Rosangela, em show da banda em Curitiba
O advogado Rodrigo Tacla Duran, que trabalhou para a Odebrecht de 2011 a 2016, acusa o advogado trabalhista Carlos Zucolotto Junior, amigo e padrinho de casamento do juiz Sergio Moro, de intermediar negociações paralelas dele com a força-tarefa da Operação Lava Jato.
A mulher de Moro, Rosangela, já foi sócia do escritório de Zucolotto. O advogado é também defensor do procurador Carlos Fernando dos Santos Lima em ação trabalhista que corre no STJ (Superior Tribunal de Justiça).
As conversas de Zucolotto com Tacla Duran envolveriam abrandamento de pena e diminuição da multa que o ex-advogado da Odebrecht deveria pagar em um acordo de delação premiada.
Em troca, segundo Duran, Zucolotto seria pago por meio de caixa dois. O dinheiro serviria para "cuidar" das pessoas que o ajudariam na negociação, segundo correspondência entre os dois que o ex-advogado da Odebrecht diz ter em seus arquivos.
Jaime Casal/El Pais
O advogado Rodrigo Tacla Duran, durante entrevista
O advogado Rodrigo Tacla Duran
As informações e a transcrição da suposta correspondência estão em um livro que Duran está escrevendo e que pretende lançar até outubro. A Folha teve acesso à íntegra do texto, que foi publicado e depois retirado da internet.
A assessoria de Tacla Duran confirma que a obra é dele. Diz que o texto foi postado na rede por engano mas que será republicado em breve e sem alterações substanciais em seu conteúdo.
Zucolotto nega as acusações. Os procuradores citados por Tacla Duran afirmam que nem sequer conhecem o advogado amigo de Moro.
O juiz diz que Zucolotto é "sério e competente" e afirma ser "lamentável que a palavra de um acusado foragido da Justiça brasileira [Tacla Duran] seja utilizada para levantar suspeitas infundadas sobre a atuação da Justiça".
Tacla Duran foi acusado de lavagem de dinheiro e de formação de organização criminosa pelo Ministério Público Federal. O advogado tentou fazer delação premiada, mas as negociações fracassaram.
Ele teve a prisão decretada por Moro. Chegou a ser detido na Espanha em novembro de 2016. Em janeiro, foi libertado. O Brasil pediu a sua extradição, mas a Espanha negou –Tacla Duran tem dupla cidadania.
Desde então, ele vem dando entrevistas com acusações à Lava Jato e à Odebrecht. Conforme a Folha publicou, ele diz que a empreiteira fraudou documentos apresentados em seu acordo de delação premiada.
NA PARALELA
No texto publicado na internet, ele afirma que, entre março e abril de 2016, tratou das investigações da Lava Jato com Zucolotto. O escritório do advogado atuava havia dois anos como correspondente da banca Tacla Duran Advogados Associados, no acompanhamento de audiências trabalhistas e execuções fiscais.
"Carlos Zucolotto então iniciou uma negociação paralela entrando por um caminho que jamais imaginei que seguiria e que não apenas colocou o juiz Sergio Moro na incômoda situação de ficar impedido de julgar e deliberar sobre o meu caso, como também expôs os procuradores da força-tarefa de Curitiba", escreveu Duran.
Ele diz que estava nos EUA e que, por isso, a correspondência entre os dois ocorria através do aplicativo de mensagens Wickr, que criptografa e pode ser programado para destruir conversas.
"Ao se prontificar a me ajudar", segue, "Zucolotto explicou que a condição era não aparecer na linha de frente. Revelou ter bons contatos na força-tarefa e poderia trabalhar nos bastidores".
Antes que Zucolotto entrasse no circuito, segundo ainda o texto de Duran, o procurador Roberson Pozzobon teria proposto que ele pagasse uma multa de US$ 15 milhões à Justiça. Duran diz que não aceitava a proposta.
"Depois de fazer suas sondagens, Zucolotto conversou comigo pelo Wickr", afirma o ex-advogado da Odebrecht.
Na suposta correspondência, Zucolotto afirma ter "como melhorar" a proposta de Pozzobon. Diz também que seu "contato" conseguiria "que DD [Deltan Dallagnol]" entrasse na negociação.
Ainda segundo Duran, a ideia de Zucolotto era alterar o regime de prisão de fechado para domiciliar e diminuir a multa para um terço do valor, ou seja, US$ 5 milhões.
"E você paga mais um terço de honorários para poder resolver isso, me entende?", teria escrito Zucolotto, segundo a suposta transcrição da correspondência entre eles. "Mas por fora porque tenho de resolver o pessoal que vai ajudar nisso."
Duran diz então que, "de fato, os procuradores Julio Noronha e Roberson Pozzobon enviaram por e-mail uma minuta de acordo de colaboração com as condições alteradas conforme o que Zucolotto havia indicado em suas mensagens".
RECUSA
Ele teria recebido a proposta no dia 27 de maio de 2016, uma sexta-feira. Teria que voltar ao Brasil três dias depois, para assinar o acordo.
"Sozinho na minha casa na Flórida, pensei muito sobre isso e decidi que não assinaria nem voltaria ao Brasil", afirma Duran. Ele diz ter enviado um advogado para representá-lo na reunião.
"Ao serem informados da minha recusa em admitir crimes que não cometera, os procuradores de Curitiba não quiseram mais conversa e encerraram as negociação", diz. "Foi nosso último contato", afirma Duran na última linha de seu texto.
OUTRO LADO
O juiz Sergio Moro saiu em defesa do advogado Carlos Zucolotto Junior e disse, por meio de nota, ser "lamentável que a palavra de um acusado foragido da Justiça brasileira seja utilizada para levantar suspeitas infundadas sobre a atuação da Justiça".
"A alegação de Rodrigo Tacla Duran de que o sr. Carlos Zucolotto teria prestado alguma espécie de serviço junto à força-tarefa da Lava Jato ou qualquer serviço relacionado à advocacia criminal é falsa", disse o magistrado.
Moro admite que os dois são amigos –Zucolotto foi padrinho de casamento dele e os dois vão juntos a programas como um show do Skank, em Curitiba.
"O sr. Carlos Zucolotto é pessoa conhecida do juiz titular da 13ª Vara Federal [o próprio Moro] e é um profissional sério e competente", afirma o magistrado.
"O sr. Carlos Zucolotto atua na área trabalhista e jamais advogou em matéria criminal", disse ainda o juiz.
O próprio Moro, ao receber os questionamentos da Folha, entrou em contato com o advogado e enviou as explicações dele ao jornal.
"A partir das perguntas efetuadas, o sr. Carlos Zucolotto, consultado, informou que foi contratado para extração de cópias de processo de execução fiscal por pessoa talvez ligada a Rodrigo Tacla Duran em razão do sobrenome (Flávia Tacla Duran) e por valores módicos", diz Moro.
Flávia é irmã de Rodrigo Tacla Duran.
Moro afirmou ainda que sua mulher, Rosangela, participou "de uma sociedade de advogados" com Zucolotto, mas "sem comunhão de trabalho ou de honorários".
Segundo ele, Rosangela "jamais trabalhou em processos do escritório do sr. Carlos Zucolotto e vice-versa".
Na manhã deste domingo (27), o magistrado divulgou nota reiterando as afirmações feitas à Folha.
Ele acrescentou que "o relato de que o advogado em questão teria tratado com o acusado foragido Rodrigo Tacla Duran sobre acordo de colaboração premiada é absolutamente falso".
"Nenhum dos membros do Ministério Público Federal da força-tarefa em Curitiba confirmou qualquer contato do referido advogado sobre o referido assunto ou sobre qualquer outro porque de fato não ocorreu qualquer contato", diz a nota do magistrado (leia a íntegra abaixo).
'PERFIL FALSO'
O advogado também nega ter feito qualquer negociação paralela com a força-tarefa da Operação Lava Jato para aliviar a situação de Rodrigo Tacla Duran.
"Não tem o mínimo de verdade nisso. Não existe", diz Zucolotto. "Eu não conheço ninguém [da força-tarefa]. Nunca me envolvi com a Lava Jato. Sou da área trabalhista. Não tenho contato com procurador nenhum", diz.
Ele afirma ainda que nunca se encontrou nem conversou com Tacla Duran, muito menos por meio do aplicativo Wickr, que destrói as mensagens recebidas.
"Nunca baixei esse aplicativo no meu telefone. Não tinha nem ouvido falar que existe", afirma.
Ele diz ainda que Duran não pode ter registros de conversas entre os dois porque elas "nunca existiram. Só se ele inventou um perfil falso".
Segundo Zucolotto, "muita gente quer se livrar da caneta do Moro", e Tacla Duran tenta atingi-lo com essa finalidade.
Ele diz que de fato seu escritório foi correspondente da banca Tacla Duran Advogados Associados, na área de execução fiscal e trabalhista.
O contato de trabalho, no entanto, era Flávia, irmã do ex-advogado da Odebrecht. "Eu nem sabia que ele [Rodrigo Tacla Duran] fazia parte do escritório. Nem sabia quem era a pessoa dele."
A força-tarefa de Curitiba disse, por meio da assessoria de imprensa, que nenhum dos procuradores citados no diário de Tacla Duran conhece o advogado Zucolotto.
Eles reforçam ainda que Duran é acusado de cometer 104 crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa, com desvios de bilhões de reais.
SÓCIO
O procurador Carlos Fernando dos Santos Lima afirmou, também por meio da assessoria, que seu advogado na ação trabalhista que corre no STJ (Superior Tribunal de Justiça) é, na verdade, Vicente Paula Santos. O nome de Carlos Zucolotto aparece na ação porque ele já foi sócio de Paula Santos.
Em um comentário publicado nas redes sociais na semana retrasada, Carlos Fernando dos Santos Lima afirmou que Rodrigo Tacla Duran chegou ao Ministério Público "cheio de mentiras" e fugiu após ter sua proposta de colaboração recusada
 fonte : http://www1.folha.uol.com.br/poder/2017/08/1913355-advogado-acusa-amigo-de-moro-de-intervir-em-acordo.shtml

Mísseis de Putin OBLITERAM Kiev, Irã solta BOMBA da guerra sobre Trump | Andrei Martyanov

https://www.youtube.com/watch?v=q2oL3oPDero