sábado, 28 de fevereiro de 2026

Resumo primeiro dia da Guerra EUA/ Isral x Irã

Primeiro Dia: Retaliação do Irã Maior do que o Esperado, mas Israel Mantém Poder de Fogo Os EUA, sem alcance adequado para ataques aéreos a partir de porta-aviões, limitaram-se ao lançamento de mísseis Tomahawk. Com base em apenas dois vídeos diferentes — ambos mostrando mais de 20 Tomahawks lançados — estimo que os EUA tenham empregado entre 10% e 15% de seu estoque desses mísseis no primeiro dia, atingindo dezenas de alvos no Irã. Os ataques israelenses foram ainda mais agressivos, com duas grandes ondas no primeiro dia atingindo mais de 200 alvos em território iraniano. No entanto, todos os ataques foram lançados a partir do espaço aéreo iraquiano, indicando que Israel ainda mantém certa cautela em relação às defesas aéreas iranianas. O Irã busca eliminar os radares americanos AN/TPY-2, mas esses sistemas são altamente móveis, com equipes dos EUA capazes de reposicioná-los mais de uma vez por dia. Para localizá-los, o Irã precisaria de assistência chinesa e elevada capacidade de resposta operacional. Tanto Israel quanto os EUA investiram fortemente em operações com drones para monitoramento de terreno e caça a lançadores de mísseis iranianos. Pelo menos dois lançadores de grande porte teriam sido identificados e destruídos. Ainda não há relatos de combates navais, o que sugere que a Marinha iraniana (com mais de 30 navios de guerra) permanece em grande parte intacta, assim como toda a frota americana, que se mantém recuada no Mar Arábico. No primeiro dia, vários ataques miraram saídas de bases subterrâneas em áreas montanhosas para dificultar e atrasar o deslocamento de lançadores iranianos. Radares iranianos também foram atingidos, embora em número limitado. O Irã aprimorou suas táticas de “guerrilha de radar”, o que pode estar contribuindo para sua sobrevivência operacional. Israel provavelmente também trabalhou para neutralizar coordenadas conhecidas de silos. Vejo Israel repetindo táticas empregadas na última guerra de 12 dias. Do lado iraniano, o foco principal foram as bases americanas nos países do Golfo. Pelo menos 6 a 8 bases estariam sob forte bombardeio, com danos que já poderiam alcançar bilhões de dólares — considerando que apenas a base no Catar custou cerca de US$ 10 bilhões. As defesas aéreas nessas bases teriam sido amplamente esgotadas no primeiro dia, com poucas baterias Patriot ainda operacionais e apresentando baixa eficiência, como indicam algumas imagens. O Irã também teria destruído um radar AN/FPS-132 no Catar e um radome no Bahrein, possivelmente abrigando radar de alta altitude ou sistema SATCOM — ambos ativos de alto valor estratégico. Durante a noite, espera-se que o Irã mantenha o ritmo de lançamentos, com foco em Israel e em bases adicionais dos EUA. A estimativa é de que o Irã lance cerca de 100 mísseis de longo alcance nesse período. Trata-se de um conflito prolongado. Já no primeiro dia, o Estreito de Ormuz foi fechado, como havia sido previsto, e há forte potencial de que outros países do Golfo sejam arrastados para a crise. Neste primeiro dia, os acontecimentos evoluíram conforme antecipado nas últimas duas semanas.

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