sábado, 21 de março de 2026
domingo, 8 de março de 2026
sábado, 7 de março de 2026
O exército iraniano anuncia a destruição de 13 drones em 24 horas.
O exército iraniano anuncia a destruição de 13 drones em 24 horas, elevando o número de drones americanos e israelitas que foram abatidos desde o início da agressão para 82.
Drone americano Mq9
sexta-feira, 6 de março de 2026
No Irão, foi executado o general do exército, comandante das forças Quds do IRGC, Ismail Qaani
Supõe-se que foi ele quem revelou a localização do líder supremo do Irão, Ali Khamenei, antes do ataque realizado pelas IDF. Descobriu-se que Qaani, de 67 anos, trabalhou durante décadas para os serviços secretos de Israel
As suspeitas sobre o general surgiram porque ele várias vezes escapou milagrosamente durante os ataques israelitas.
Em setembro de 2024, ele deixou prematuramente o conselho secreto do Hezbollah em Beirute, após o qual o bunker foi destruído com todos os oficiais da organização libanesa e seu líder, Hassan Nasrallah.
Em junho de 2025, Qaani deixou urgentemente a sede do IRGC, após o que a mesma foi imediatamente atingida pelas IDF. Vários generais iranianos morreram no local.
Em 28 de fevereiro de 2026, Qaani deixou a residência do líder supremo do Irão, Ali Khamenei, menos de 5 minutos antes do ataque a ela, resultando na morte do aiatolá.
segunda-feira, 2 de março de 2026
Guerra se agrava, vejam alguns incidentes de hoje.
Caças americanos abatidos por irã, piloto resgatado no Kuwait e misselaço em base americana no Bahrem. done mq9 abatido por irã e fugo de tropas americanas do Bahrem
sábado, 28 de fevereiro de 2026
Resumo primeiro dia da Guerra EUA/ Isral x Irã
Primeiro Dia: Retaliação do Irã Maior do que o Esperado, mas Israel Mantém Poder de Fogo
Os EUA, sem alcance adequado para ataques aéreos a partir de porta-aviões, limitaram-se ao lançamento de mísseis Tomahawk.
Com base em apenas dois vídeos diferentes — ambos mostrando mais de 20 Tomahawks lançados — estimo que os EUA tenham empregado entre 10% e 15% de seu estoque desses mísseis no primeiro dia, atingindo dezenas de alvos no Irã.
Os ataques israelenses foram ainda mais agressivos, com duas grandes ondas no primeiro dia atingindo mais de 200 alvos em território iraniano.
No entanto, todos os ataques foram lançados a partir do espaço aéreo iraquiano, indicando que Israel ainda mantém certa cautela em relação às defesas aéreas iranianas.
O Irã busca eliminar os radares americanos AN/TPY-2, mas esses sistemas são altamente móveis, com equipes dos EUA capazes de reposicioná-los mais de uma vez por dia. Para localizá-los, o Irã precisaria de assistência chinesa e elevada capacidade de resposta operacional.
Tanto Israel quanto os EUA investiram fortemente em operações com drones para monitoramento de terreno e caça a lançadores de mísseis iranianos. Pelo menos dois lançadores de grande porte teriam sido identificados e destruídos.
Ainda não há relatos de combates navais, o que sugere que a Marinha iraniana (com mais de 30 navios de guerra) permanece em grande parte intacta, assim como toda a frota americana, que se mantém recuada no Mar Arábico.
No primeiro dia, vários ataques miraram saídas de bases subterrâneas em áreas montanhosas para dificultar e atrasar o deslocamento de lançadores iranianos. Radares iranianos também foram atingidos, embora em número limitado. O Irã aprimorou suas táticas de “guerrilha de radar”, o que pode estar contribuindo para sua sobrevivência operacional.
Israel provavelmente também trabalhou para neutralizar coordenadas conhecidas de silos.
Vejo Israel repetindo táticas empregadas na última guerra de 12 dias.
Do lado iraniano, o foco principal foram as bases americanas nos países do Golfo. Pelo menos 6 a 8 bases estariam sob forte bombardeio, com danos que já poderiam alcançar bilhões de dólares — considerando que apenas a base no Catar custou cerca de US$ 10 bilhões.
As defesas aéreas nessas bases teriam sido amplamente esgotadas no primeiro dia, com poucas baterias Patriot ainda operacionais e apresentando baixa eficiência, como indicam algumas imagens.
O Irã também teria destruído um radar AN/FPS-132 no Catar e um radome no Bahrein, possivelmente abrigando radar de alta altitude ou sistema SATCOM — ambos ativos de alto valor estratégico.
Durante a noite, espera-se que o Irã mantenha o ritmo de lançamentos, com foco em Israel e em bases adicionais dos EUA.
A estimativa é de que o Irã lance cerca de 100 mísseis de longo alcance nesse período.
Trata-se de um conflito prolongado. Já no primeiro dia, o Estreito de Ormuz foi fechado, como havia sido previsto, e há forte potencial de que outros países do Golfo sejam arrastados para a crise.
Neste primeiro dia, os acontecimentos evoluíram conforme antecipado nas últimas duas semanas.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026
Vereadora Prof. Angela tem pedido de informação reprovado por colegas. Tropa de choque do governo não permite fiscalização.
A vereadora Angela Diedrich informa à comunidade Cipoense que o Pedido de Informação 01/2026, que foi protocolado no Poder Legislativo, com o objetivo de obter esclarecimentos sobre as cópias dos processos de dispensa de licitação e contratação do Editorial Expressão e União Web, esteve em votação na sessão do dia 24-02-2026 e foi reprovado, por maioria.
O pedido tinha como finalidade garantir transparência e levar informações claras à população, cumprindo o papel de fiscalização.
A transparência é um direito de todos.
Vereadora se manifestou em rede social. "... a pergunta que me faço toda vez que tenho um pedido de informação negado. Primeiro que a função principal de um vereador é a fiscalização. E fiscalizar pressupõe e requer informações. Uma administração que se diz tão coerente e transparente nega todos os pedidos de informação, prerrogativa primeira do trabalho do vereador. Me leva a pensar, e deveria levar TODOS a pensarem da mesma forma: há algo que a população NÃO deve saber? Se valem da hipocrisia da maioria dos vereadores da situação... É o povo no governo...".
#Transparência #Fiscalização #CompromissoComAPopulação
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026
Secretário de Governo de Itumbiara (GO) atira contra os dois filhos pequenos
Secretário de Governo de Itumbiara (GO) atira contra os dois filhos pequenos, mata os dois e tira a própria vida após descobrir traição da esposa; leia a carta de despedida.
Não basta ser corno, tem q ser um covarde e matar os próprios filhos! PQP, pelo menos vai ser “estudado” pelo capeta o resto da vida no inferno…
@mundoemconflitooficial
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026
ALERTA VERMELHO PARA TEMPORAIS EM NOSSA REGIÃO
Segue Aviso Meteorológico do INMET enviado ao Centro de Operações da Defesa Civil:
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Aviso de: Tempestade
Grau de severidade : Grande Perigo
Início: 12/02/2026 12h00min
Fim: 12/02/2026 23h00min
*Para maiores informações acesse:*https://alertas2.inmet.gov.br/53248
INMET publica aviso iniciando em: 12/02/2026 12:00. Chuva superior a 60 mm/h ou maior que 100 mm/dia, ventos superiores a 100 km/h, e queda de granizo. Grande risco de danos em edificações, corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de árvores, alagamentos e transtornos no transporte rodoviário.
*Estados atingidos: Sudoeste Rio-grandense, Centro Ocidental Rio-grandense, Sudeste Rio-grandense, Metropolitana de Porto Alegre, Centro Oriental Rio-grandense, Noroeste Rio-grandense.
Op. CODEC
Argentina pior que a Venezuela. kkkk
ALBA POSSE
CRISE ECONÔMICA EM MISIONES ELEVA FLUXO DE TRABALHADORES ARGENTINOS PARA O RIO GRANDE DO SUL
Entre 400 e 500 trabalhadores cruzam diariamente a fronteira entre Argentina e Brasil, sendo que a cidade de Alba Posse, na província de Misiones, é uma das afetadas pelo impacto social e crise econômica. Segundo dados oficiais da prefeitura, os trabalhadores cruzam diariamente a fronteira para o Brasil em busca de emprego em áreas rurais, principalmente nas colheitas de uva e maçã na região de Caxias do Sul (RS). Alba Posse está situada na fronteira com Porto Mauá.
O fenômeno migratório deixou de ser uma atividade restrita a jovens em busca de renda temporária. Atualmente, o fluxo é composto majoritariamente por chefes de família que se deslocam por meses para garantir o sustento doméstico. Em períodos de feriados prolongados, o volume de travessias chega a atingir 5.000 pessoas em um único final de semana.
O prefeito Lucas Gerhardt aponta que a migração é reflexo direto do enfraquecimento das atividades produtivas em Misiones. A erva-mate, um dos pilares da economia local, registrou uma queda acentuada no preço pago ao produtor, reduzindo a competitividade de pequenos e médios agricultores.
Além do setor agrícola, a indústria madeireira também enfrenta retração. Estima-se que as serrarias da região tenham dispensado aproximadamente 50% de sua mão de obra devido à baixa no consumo interno e à redução das exportações argentinas.
Embora a migração ofereça uma alternativa de renda, as autoridades locais alertam para o impacto social da fragmentação familiar. Relatos colhidos pela prefeitura junto aos trabalhadores destacam a necessidade do deslocamento como medida de sobrevivência diante da ausência de postos de trabalho e da perda do poder de compra na Argentina.
Fonte: Site SB News, com informações do Três Passos News
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026
Criminosos furtam estoque milionário de defensivos agrícolas em Espumoso
Criminosos furtam estoque milionário de defensivos agrícolas em Espumoso
Uma unidade da empresa agrícola Agrofel foi alvo de um furto de grandes proporções na madrugada desta sexta-feira (6). Localizada na VRS-317, na saída para Alto Alegre, a empresa teve um prejuízo estimado em mais de R$ 1 milhão após o arrombamento e a subtração de defensivos agrícolas de alto valor comercial.
De acordo com informações preliminares, os criminosos planejaram a ação para evitar a detecção imediata. O grupo acessou a propriedade por uma lavoura de soja vizinha, nos fundos da empresa. Para abrir caminho, os invasores utilizaram um alicate para cortar a cerca de arame e chegar ao pátio.
Antes de iniciarem o carregamento dos produtos, os suspeitos manipularam as câmeras de segurança da unidade para evitar o registro de imagens que pudessem identificá-los.
Além do rombo financeiro à Agrofel, a ação deixou rastros de destruição na propriedade vizinha. Imagens que circulam em redes sociais mostram o amassamento da plantação de soja causado pela passagem do veículo utilizado no crime, gerando perdas diretas ao produtor rural dono da área.
A Polícia Civil e a Brigada Militar já iniciaram as investigações e realizam buscas na região. Até o momento, nenhum suspeito foi preso e a carga não foi recuperada.
Jornal O Alto Jacuí
fotos: internet
domingo, 8 de fevereiro de 2026
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026
Homenagem Frei Sergio.
Luta e memória!
Vitória do acampamento Encruzilhada Natalino no Rio Grande do Sul, em 1983
Após mais de mil dias de luta e resistência ao cerco da ditadura militar, em setembro de 1983, as famílias do Acampamento foram assentadas com desapropriações pelo governo do estado
Notícias
3 de outubro de 2025
Foto: Acervo MST
Da Página do MST
A organização do acampamento foi uma ação social planejada e estudada meses antes de acontecer. No início voltou-se para a articulação com os agricultores que haviam sido impedidos pelas forças armadas de entrar nas fazendas Macali e Brilhante e os remanescentes da reserva indígena, que não haviam conseguido comprar terras no estado.
A localização geográfica foi importante para maior visibilidade pública do acampamento. Sendo escolhida de modo estratégico, já que a Encruzilhada Natalino está localizada num entroncamento rodoviário onde circulam ônibus e veículos, em direção às quatro maiores cidades da região (Passo Fundo, Sarandi, Carazinho e Ronda Alta), que liga o Rio Grande do Sul à Santa Catarina. O local também ficava nas proximidades de vários assentamentos de trabalhadores Sem Terra, como o assentamento Macali.
Este foi o primeiro acampamento de Sem Terra em que barracas de lona das famílias acampadas foram instaladas na margem da estrada. Até aquele momento os acampamentos eram montados em fazendas ou estradas, distantes dos centros urbanos e de difícil acesso.
Após uma organização provisória, entre dezembro de 1980 e fevereiro de 1981, o acampamento evoluiu para uma organização social estruturada. Entre abril e julho, do mesmo ano, os camponeses e seus apoiadores criaram processos decisórios coletivos, com diversas instâncias de consulta, bem como, realizaram atividades de formação, criando uma identidade coletiva entre os acampados.
Foto: Acervo MST
Aos poucos, criou-se uma ampla rede de apoio regional a favor do acampamento, formada pelas igrejas Católica e Luterana, sindicatos de trabalhadores rurais e urbanos, comissões de direitos humanos, políticos de partidos de oposição ao regime militar, universitários e outras entidades da sociedade civil. Essas entidades organizavam campanhas de doação de alimento e faziam a defesa dos acampados junto à sociedade local.
A estratégia de mobilização dos Sem Terra combinava atos de protesto com reuniões de negociação junto ao governo. Como medidas de pressão, foram realizadas aproximadamente 23 manifestações públicas e 18 visitas ao governo estadual, à Assembleia Legislativa e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), em Porto Alegre.
Uma das primeiras demonstrações de força, por parte dos Sem Terra, ocorreu em 25 de julho de 1981, em um ato público com mais de quinze mil pessoas, noticiado pela imprensa de Porto Alegre como “a maior manifestação realizada por trabalhadores rurais na história do Rio Grande do Sul”, dizia a notícia. Na ocasião, o bispo Dom Tomás Balduíno comparou a luta do acampamento Natalino às greves no ABC paulista, realizadas pelo sindicato dos metalúrgicos entre 1978 e 1980.
O governo militar e a lei de segurança nacional tornaram a atuação política dos camponeses “clandestina”, o que não impediu os trabalhadores/as Sem Terra de desafiar a ditadura militar e recolocar a Reforma Agrária na pauta social e política brasileira.
A repressão militar
O tamanho do acampamento Encruzilhada Natalino, com aproximadamente 600 famílias, uma média de três mil pessoas, e a manifestação que reuniu quinze mil trabalhadores rurais e apoiadores, demonstraram a força política do movimento e ligaram o “sinal vermelho”, em Brasília.
Após a massiva mobilização, constatando que o governo estadual era incapaz de resolver o “problema”, a ditadura interviu militarmente no acampamento. Foram praticados ataques contra os Sem Terra no período entre julho de 1981 e março de 1982. De 30 de julho a 31 de agosto de 1981 o local foi considerado “área de segurança nacional”.
Durante este período, a intervenção e repressão no acampamento foi comandada pelo Major do Exército Brasileiro, Sebastião Rodrigues Moura, conhecido como Coronel “Curió”, considerado um dos principais especialistas em contra insurgência no país, “famoso” por sua atuação contra a Guerrilha do Araguaia nas décadas de 1960 e 1970 (em razão da qual foi denunciado por tortura pelo Ministério Público Federal) e por ter “pacificado” a Serra Pelada, no início de 1980.
Coronel “Curió” em assembleia no acampamento Encruzilhada Natalino (à direita). Foto: Acervo MST
O objetivo da repressão militar era “eliminar” o acampamento. Quando o acampamento foi declarado área de segurança nacional, o exército montou barracas, no lado oposto do acampamento e levantou barreiras para isolar o acesso ao local, transformando o mesmo num grande campo de concentração.
A autonomia e a organização interna dos acampados ficou comprometida. Ninguém entrava ou saía do acampamento sem autorização dos militares e mais nenhuma família poderia integrar o local. As pessoas eram retidas por horas nas barreiras e identificadas pelo serviço secreto, que também impedia a entrada de doações de alimentos e roupas, vindas da rede de apoio dos acampados. Foi proibida a realização de qualquer tipo de reunião entre os acampados e os coordenadores do acampamento passaram a ser perseguidos e ameaçados.
Como estratégia de desmobilização e cooptação, o Exército montou uma central de distribuição de alimentos da Companhia Brasileira de Alimentos (Cobal), pela qual passou a controlar a distribuição de alimentos aos acampados e utilizá-la como forma de pressão e controle dos mesmos. Espalhando promessas assistencialistas e fazendo subornos, “Curió” tentava convencer os Sem Terra a aceitar terras em projetos de colonização do governo federal na Bahia, Mato Grosso, Acre ou Roraima.
Mesmo duramente sufocada, a organização política dos acampados e seus apoiadores, entre eles a Comissão Pastoral da Terra (CPT), faziam a contrainformação, divulgando notícias e dossiês, com críticas ao projeto do governo e informações sobre as dificuldades dos agricultores assentados nas regiões, oferecidas pelos militares.
O Coronel foi derrotado, pois os acampados não quiseram abandonar o RS e não aceitaram as terras em outros Estados. Isso provocou o aumento da repressão contra o movimento. Os agentes federais passaram a ameaçar as famílias de expulsão do acampamento e enquadramento por crime contra a segurança nacional.
Monumento em homenagem à Encruzilhada Natalino. Foto: Arquivo MST
O ápice da repressão na Encruzilhada Natalino ocorreu em 10 de agosto de 1981, quando as visitas controladas foram proibidas e os homens impedidos de sair do local, transformando o local em uma prisão. Somente as mulheres podiam sair sob a condição de informar onde iriam e o horário que voltariam, tendo como pena não poder mais retornar.
Nesse contexto, o papel das mulheres foi fundamental na resistência do acampamento. Com sua atitude firme e decidida, e os filhos nos braços postavam-se como escudos humanos frente ao exército e a polícia militar, fazendo com que os soldados recuassem nos ataques contra os Sem Terra. As camponesas foram protagonistas na retomada da luta pela Reforma Agrária na ditadura militar.
Os interventores marcaram o prazo final para adesão dos acampados aos projetos de colonização para 31 de agosto de 1981, quando se retirariam do acampamento, com todo e qualquer tipo de apoio governamental (como alimentação) e a ameaça de que não assentaria os que permanecessem.
A reação dos Sem Terra não demorou. Em 21 de agosto de 1981, o cerco do exército seria derrubado por um salvo-conduto, obtido pelo Movimento de Justiça e Direito Humanos. Ele permitiu que 35 pessoas visitassem os acampados. A partir disso, o acampamento conseguiu romper o isolamento político e a rede de apoio da sociedade civil foi rearticulada, organizando manifestações de solidariedades às famílias acampadas do Natalino. Finalmente, em 31 de agosto de 1981, o Coronel Curió, juntamente com o exército, retirou-se do acampamento, derrotado. Encerrou-se assim o longo período de intervenção militar federal na Encruzilhada Natalino.
Porém, a partir desse momento as ações de repressão ao acampamento passaram a ser comandadas pelo governo estadual, que retomou a responsabilidade sobre o local. Em outubro do mesmo ano, os acampados voltaram a ser reprimidos, pela Brigada Militar que reforçou o efetivo, impediu novamente a entrada de alimentos, manteve a intimidação das famílias, contaminou as fontes de água com fezes de animais e atacou os acampados, deixando cinco agricultores gravemente feridos.
Da resistência à Reforma Agrária
A partir da luta dos Sem Terra, o Acampamento Encruzilhada Natalino obteve repercussão nacional e internacional, porém não conquistou a esperada Reforma Agrária. Os trabalhadores resistiriam à repressão militar federal e estadual e a precariedade das condições de vida. Sobreviveram ao campo de concentração.
A solução para o impasse foi anunciada na 5ª Romaria da Terra, em 23 de fevereiro de 1982. A Igreja Católica adquiriria uma área de 108 hectares em Ronda Alta. Ali seria montado um abrigo provisório para as famílias, coroando a resistência de 208 dias à repressão militar no acampamento com uma vitória.
Em 12 de março de 1982, as 207 famílias que resistiram no Acampamento Encruzilhada Natalino foram transferidas para Nova Ronda Alta, onde reagruparam forças para seguir lutando pelo assentamento em terras do Rio Grande do Sul e por Reforma Agrária.
Em setembro de 1983, o governo do Rio Grande do Sul desapropriou cerca de 1.870 hectares de terra nos municípios de Cruz Alta, Palmeira das Missões e Ronda Alta. Ali as famílias do antigo Acampamento Natalino foram assentadas. Após mais de mil dias de resistência e luta, os Sem Terra conquistaram um lote de terra para produzir e alimentar suas famílias.
O papel da Igreja
O setor progressista da Igreja Católica, com base na teologia da libertação, teve papel crucial na organização, formação dos acampados e defesa do acampamento. A organização em vários grupos coletivos espelhou-se na experiência das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) e contou com o apoio de religiosos e religiosas e da CPT.
A coordenação era formada por um conselho de líderes eleitos pelos acampados, que organizava as equipes de trabalho. Era uma experiência de democracia participativa e direta, que estimulava o engajamento de todos e fortalecia a organização dos Sem Terra no acampamento. Esse processo coletivo foi importante para a manutenção das famílias no acampamento e a proteção contra as tentativas de cooptação e a repressão da ditadura.
O padre Arnildo Fritzen, de Ronda Alta, se tornou conhecido como o líder espiritual do acampamento. Um grupo de religiosas também foi morar com os Sem Terra para dar apoio aos acampados. Vários bispos, como Dom Pedro Casaldáliga e Dom Tomás Balduíno, fundadores da CPT, tiveram papel fundamental na defesa e apoio da luta pela terra na Encruzilhada Natalino.
Histórico do Acampamento Encruzilhada Natalino
1964-1970 – Golpe militar instaura uma ditadura no Brasil. Implantação e consolidação do monocultivo da soja no RS, pela ditadura e empresas estrangeiras.
1970 – Endividamento e êxodo rural em massa dos pequenos agricultores: em trinta anos (1950-1980), 30 milhões de pessoas foram expulsos do campo no Brasil.
1978 – Milhares de agricultores são expulsos da reserva indígena em Nonoai pelos Kaingangs.
1979 – Aprovação da Lei de Anistia. Criação da rede de apoio aos agricultores e assembleias de agricultores em Ronda Alta, organizada pelo Padre Arnildo Fritzen.
– Ocupação da Fazenda Macali, no dia 07 de setembro: primeira ocupação de terras pela Reforma Agrária, realizada por um movimento social durante a ditadura militar no Rio Grande do Sul.
– Ocupação da Fazenda Brilhante, de 1.618 hectares, vizinha da Macali, ambas próximas da Encruzilhada Natalino.
1980 – Em 08 de dezembro é montada a primeira barraca no acampamento da Encruzilhada Natalino, armada por Natálio.
1981 – Inicia-se o processo de organização interna do acampamento, que passa a ter mais de 500 famílias no mês de maio, reunindo aproximadamente duas mil pessoas.
– 30 de julho a 31 de agosto: o acampamento é decretado área de segurança nacional e sofre intervenção militar comandada pelo Coronel “Curió”.
1982 – Realização da Romaria da Terra, no acampamento e mudança para Nova Ronda Alta.
1983 – Assentamento definitivo das famílias acampadas da Encruzilhada Natalino.
1984 – Fundação do MST.
1985 – Ocupação da Fazenda Annoni, há alguns quilômetros da Encruzilhada Natalino. Fim da ditadura militar.
*Republicação de texto de 2014.
**Editado por Solange Engelmann
terça-feira, 3 de fevereiro de 2026
sábado, 31 de janeiro de 2026
quarta-feira, 28 de janeiro de 2026
terça-feira, 20 de janeiro de 2026
segunda-feira, 19 de janeiro de 2026
sábado, 17 de janeiro de 2026
quinta-feira, 15 de janeiro de 2026
quarta-feira, 14 de janeiro de 2026
terça-feira, 13 de janeiro de 2026
segunda-feira, 12 de janeiro de 2026
RESILIÊNCIA IRANIANA, por Scott Ritter
RESILIÊNCIA IRANIANA
Em 2023, tive a honra de me encontrar com o ex-presidente iraniano Ebrahim Raisi, enquanto ele estava em Nova York para o debate da Assembleia Geral. Ele nos forneceu, a mim e aos demais presentes, uma avaliação muito franca e detalhada da situação no Irã após a trágica morte de Mahsa Amini sob custódia policial em 2022. Ele descreveu a enorme agitação interna que se seguiu como a maior ameaça ao governo islâmico do Irã desde a revolução. Afirmou que serviços de inteligência estrangeiros haviam se aproveitado das fraturas sociais e buscavam desmembrar o Irã. Declarou que o Irã havia sido capaz de derrotar essas forças externas e que, por isso, era uma nação mais forte.
Raisi morreu em um acidente de helicóptero em maio de 2024. Ele foi sucedido pelo atual presidente, Masoud Pezeshkian. Em setembro de 2025, fui novamente convidado para uma reunião com o presidente Pezeshkian em Nova York. Ele afirmou que a morte de Raisi havia levado a uma divisão no governo iraniano sobre a política de relacionamento com o Ocidente. Ele afirmou que os serviços de inteligência estrangeiros, liderados por Israel e pelos EUA, buscaram explorar essas divisões e que o ataque de decapitação realizado por Israel com a assistência dos Estados Unidos em junho de 2025 foi planejado para derrubar o governo iraniano e criar uma oportunidade para que forças antigovernamentais assumissem o controle. Pezeshkian observou que esses esforços fracassaram e que o Irã emergiu da Guerra dos Doze Dias com Israel e os Estados Unidos mais unido do que nunca.
O esforço para derrubar o governo iraniano era um dos principais objetivos de Israel e dos Estados Unidos. Tanto Israel quanto os Estados Unidos não pouparam esforços para criar a atual instabilidade no Irã. Mas a vitória iraniana contra a oposição liderada por estrangeiros em 2023, combinada com a unificação de objetivos políticos que surgiu após a guerra de junho de 2025, tornou o Irã extremamente resiliente a tentativas externas de derrubar o governo islâmico.
O governo iraniano está prestes a derrotar fundamentalmente a oposição apoiada por estrangeiros no Irã hoje. Isso deixou Israel em pânico, pois o país consumiu todos os seus recursos no Irã em apoio aos atuais distúrbios. Os Estados Unidos também temem que uma vitória do governo iraniano hoje torne impossível a mudança do regime em Teerã. Existe um risco real de que os Estados Unidos e Israel lancem ataques contra o Irã em um futuro próximo, com o objetivo de enfraquecer e desacreditar o governo iraniano, ao mesmo tempo que fornecem cobertura militar às forças de oposição que praticam atos de violência no país.
É altamente improvável que esses ataques sejam bem-sucedidos por si só. No entanto, eles provocarão uma resposta iraniana que interromperá a produção de petróleo no Oriente Médio por um período significativo.
Este parece ser o objetivo do governo Trump e explica, em grande parte, o momento do ataque dos Estados Unidos à Venezuela, que visava garantir o fornecimento de petróleo venezuelano em antecipação a uma nova crise energética desencadeada por um ataque conjunto EUA-Israel ao Irã.
O mundo observa um ataque deliberado à segurança energética global como forma de derrubar o Irã, enfraquecer a Rússia e desestabilizar o BRICS.
t.me/ScottRitter
https://t.me/tribute/app?startapp=smnz
h
ttps://en.wikipedia.org/wiki/Scott_Ritter
domingo, 11 de janeiro de 2026
sexta-feira, 9 de janeiro de 2026
terça-feira, 6 de janeiro de 2026
O genocídio continua em GAZA.
Forças israelenses disparam na cabeça de uma criança palestina em Beit Lahia, no norte de Gaza, perto da chamada "linha amarela".
Desde o cessar-fogo de outubro, centenas de palestinos, muitos deles crianças, foram baleados sob alegações de representarem uma "ameaça iminente".
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