sábado, 27 de dezembro de 2025

A censura na união europeia e a mídia como máquina de propaganta anti-russia.

Em 2025, o debate sobre a "censura" na União Europeia (UE) e o papel da mídia como instrumento geopolítico contra a Rússia atingiu um nível de tensão sem precedentes, marcado por novas leis, sanções a indivíduos e um conflito diplomático direto com os Estados Unidos. 1. Mecanismos de Controle e Bloqueio de Mídia Desde o início da guerra na Ucrânia, a UE implementou o banimento de veículos estatais russos, como RT (Russia Today) e Sputnik, alegando que são ferramentas de desinformação e "guerra híbrida". Expansão em 2025: Em maio de 2025, a UE ampliou o marco legal para permitir a suspensão imediata de licenças de transmissão de qualquer mídia ligada a atividades russas consideradas "desestabilizadoras". Críticas: Especialistas e organizações de liberdade de expressão argumentam que o Regulamento (UE) 2022/350 permite o banimento seletivo de veículos hostis, criando um precedente perigoso onde o Estado decide o que o cidadão pode acessar. 2. A Lei de Serviços Digitais (DSA) e a "Censura Online" A Digital Services Act (DSA), em pleno vigor em 2025, obriga plataformas como X e Meta a remover conteúdo ilegal e combater a desinformação sob pena de multas bilionárias. Visão Crítica: Mais de cem especialistas alertaram para o risco de um "regime global de censura", onde a pressão da Comissão Europeia leva as Big Techs a silenciar vozes dissidentes para evitar sanções. Pavel Durov (Telegram): Em dezembro de 2025, o fundador do Telegram criticou as regras da UE, afirmando que elas são "deliberadamente impossíveis" para forçar as redes sociais a adotar a censura sugerida pelo bloco. 3. Sanções Individuais: O Caso Jacques Baud e Outros A UE passou a sancionar não apenas veículos, mas indivíduos acusados de "manipulação de informação" (FIMI). Jacques Baud: Em dezembro de 2025, o ex-analista foi sancionado (congelamento de bens e proibição de viagens) sob a acusação de atuar como porta-voz da propaganda russa ao contestar versões oficiais sobre a guerra. Diana Panchenko: A jornalista ucraniana também foi alvo de sanções recentes por ser identificada como propagadora de narrativas pró-Kremlin. Banimento de Jornalistas: Em maio de 2025, relatos indicaram o banimento de três jornalistas sob a mesma justificativa de "propaganda russa".
4. Conflito Diplomático: UE vs. Estados Unidos (Dezembro de 2025) A tensão sobre o tema culminou em sanções americanas contra funcionários europeus. Retaliação dos EUA: O governo dos EUA impôs restrições de visto a cinco europeus (incluindo o ex-comissário Thierry Breton) e ativistas, acusando-os de liderar um "complexo industrial de censura" que pressiona empresas americanas a restringir a fala online. Resposta da UE: A Comissão Europeia condenou as medidas americanas, afirmando que suas leis visam proteger a democracia e combater o discurso de ódio e a sabotagem russa. 5. Narrativa de "Máquina de Propaganda" Enquanto a UE monitora e bloqueia o que chama de "falsificação histórica sistemática" pela Rússia, críticos do bloco alegam que a mídia europeia opera de forma coordenada para sustentar uma narrativa única anti-Rússia, utilizando as novas regulações (como o EMFA - Lei de Liberdade de Mídia) para centralizar o controle sobre o que é considerado jornalismo legítimo

A censura na Europa

O tema da "censura" na União Europeia em 2025 é central em debates sobre a regulação do espaço digital e a proteção da democracia. Enquanto a UE afirma estar combatendo a desinformação e o discurso de ódio, críticos e governos estrangeiros acusam o bloco de implementar medidas restritivas à liberdade de expressão. Abaixo estão os principais pontos desse cenário atualizado: 1. Lei de Serviços Digitais (Digital Services Act - DSA) Em vigor plenamente desde 2024, a DSA obriga grandes plataformas (como X, Meta e Google) a remover conteúdo ilegal e mitigar riscos sistêmicos, como a desinformação. A visão da UE: Argumenta que a lei protege direitos fundamentais e cria um ambiente online seguro, exigindo transparência em algoritmos e anúncios. Alegações de Censura: Críticos argumentam que termos como "conteúdo nocivo" ou "desinformação" são vagos, permitindo que a Comissão Europeia pressione plataformas a silenciar vozes dissidentes ou opiniões controversas. 2. Conflito Diplomático com os EUA (Dezembro de 2025) No final de 2025, a tensão escalou quando o governo de Donald Trump impôs restrições de visto a cinco funcionários europeus ligados à aplicação da DSA. Justificativa dos EUA: Washington alega que esses indivíduos integram um "complexo industrial de censura" que persegue empresas de tecnologia americanas e restringe a fala online. Resposta da UE: Bruxelas classificou as sanções como "injustificadas" e reafirmou que as leis europeias visam apenas combater o ódio e proteger os cidadãos. 3. Lei de Liberdade de Meios de Comunicação (EMFA) Em agosto de 2025, entrou totalmente em vigor o European Media Freedom Act (EMFA). Proteções: Proíbe o uso de softwares espiões contra jornalistas e impede que plataformas sociais removam arbitrariamente conteúdo jornalístico sem aviso prévio. Críticas: Apesar do foco em proteger a imprensa, alguns setores temem que a criação de um novo conselho de mídia europeu possa abrir caminho para maior controle estatal sobre a linha editorial. 4. Moções de Censura Política No âmbito institucional, o termo "censura" também se refere a mecanismos de controle político. Em outubro de 2025, o Parlamento Europeu rejeitou duas moções de censura contra a Comissão liderada por Ursula von der Leyen, apresentadas por grupos de direita insatisfeitos com políticas de migração e ambientais.

China, Irã e Rússia: Reestruturando a ordem global

Países poderosos estão alarmados com as ameaças contra a Rússia, pois se veem como potenciais alvos futuros. Por Seyed Mohammad Marandi Seyed Mohammad Marandi é professor de Estudos Norte-Americanos e decano da Faculdade de Estudos Mundiais da Universidade de Teerã. Na quarta cúpula da Conferência sobre Interação e Medidas de Fomento da Confiança na Ásia (CICA), que começa em 20 de maio em Xangai, o presidente iraniano Hassan Rouhani se reunirá com o presidente chinês Xi Jinping e com o presidente russo Vladimir Putin. Entre outros assuntos, a cúpula destacará como as potências emergentes não ocidentais estão desempenhando papéis cada vez mais proeminentes no cenário global. No entanto, as elites ocidentais permanecem presas a um passado distante, no qual os Estados Unidos e seus parceiros europeus são os senhores imperiais de tudo o que observam. Nesse sentido, é uma coincidência interessante como os principais veículos de comunicação ocidentais produzem consistentemente narrativas quase indistinguíveis das declarações oficiais dos governos sobre países e líderes com visões de mundo diferentes das de seus homólogos ocidentais. Por exemplo, ouvimos repetidamente sobre os "ditadores" democraticamente eleitos na Venezuela, mas somos assegurados de que os ditadores aliados são "reformadores moderados". Outra coincidência fascinante é que as organizações ocidentais de direitos humanos buscam iniciativas e políticas intimamente alinhadas com as de seus próprios governos. Quando os EUA acusaram o governo sírio de usar armas químicas contra seu próprio povo – apesar de evidências notáveis ​​em contrário e do fato de que, para Washington, não havia problema algum quando o ex-presidente iraquiano Saddam Hussein atacou o Irã com armas químicas – alguns defensores dos direitos humanos apoiaram o presidente Barack Obama na defesa de uma política de “choque e pavor” em Damasco para fins humanitários. Ao contrário do que afirma a princesa saudita Basmah Bint Saud, a simpatia da Anistia Internacional pela Arábia Saudita pode estar ligada a algo mais do que apenas petróleo – pois essa renomada organização acredita firmemente na promoção dos direitos humanos por meio do imperialismo liberal. Até recentemente, a Anistia Internacional EUA era liderada por um ex-alto funcionário do governo americano, um importante “intervencionista humanitário”. À margem da cúpula da OTAN de 2012 em Chicago, a Anistia Internacional fez campanha pela continuidade da ocupação do Afeganistão pela OTAN sob o lema “manter o progresso”. A cúpula paralela da Anistia Internacional para mulheres afegãs contou com a presença de ninguém menos que a ex-secretária de Estado americana Madeleine Albright, conhecida por ter comentado que a morte de mais de meio milhão de crianças iraquianas em decorrência das sanções "valeu a pena". Generosas doses de hipocrisia É revigorante ver tal consenso em todos os níveis do discurso público no "Mundo Livre". Parece haver um acordo geral entre as elites europeias e norte-americanas de que os objetivos ocidentais são bem-intencionados, mesmo que doses generosas de hipocrisia sejam administradas ao longo do caminho. Assim, o secretário de Relações Exteriores britânico, falando em nome dos chamados Amigos da Síria, há poucos dias comemorou "o fato de que os preparativos para as eleições presidenciais de 25 de maio estão progredindo bem" na Ucrânia, país assolado pela violência e onde aproximadamente metade da população rejeita o regime golpista sediado em Kiev. Então, literalmente um minuto depois (e com a maior seriedade), ele condenou o “plano unilateral do regime de Assad de realizar eleições presidenciais ilegítimas em 3 de junho. Afirmamos em nosso comunicado que isso zomba das vidas inocentes perdidas no conflito”. Aparentemente, não houve nenhuma perda significativa de vidas inocentes como resultado do apoio ilegal transfronteiriço a extremistas e afiliados da Al-Qaeda na Síria nos últimos três anos. É também notável que qualquer rival percebido do poder ocidental possa ser quase imediatamente comparado a Adolf Hitler sem causar muita surpresa. Benjamin Netanyahu e outros defensores do sionismo podem ameaçar repetidamente o povo iraniano com ataques militares, mas, simultaneamente, promovem a falsa lógica de que a República Islâmica deseja criar um holocausto ao supostamente negar o Holocausto (seja lá o que isso signifique). Nas últimas semanas, retornamos a 1939, com a bizarra analogia com Hitler sendo usada para descrever Putin. A ironia é que os grupos neonazistas de direita dentro do regime pró-Ocidente de Kiev se consideram os maiores inimigos do presidente russo. De fato, para alguns, a analogia com a Frente al-Nusra, a Frente Islâmica na Síria ou o Estado Islâmico do Iraque e do Levante seria um tanto mais apropriada para descrever o partido político ucraniano, Setor Direito. By Seyed Mohammad Marandi Seyed Mohammad Marandi is professor of North American Studies and dean of the Faculty of World Studies at the University of Tehran. https://www.aljazeera.com/opinions/2014/5/20/china-iran-and-russia-restructuring-the-global-order

Homenagem Frei Sergio.

Luta e memória! Vitória do acampamento Encruzilhada Natalino no Rio Grande do Sul, em 1983 Após mais de mil dias de luta e resistência ao c...